Andar de bicicleta: um princípio ético!
Que momento bizarro estamos vivendo. Na nossa mera opinião que, segundo a Filosofia, não tem valor de conhecimento nem de verdade, tudo se vincula à infância, sobretudo naquela áurea época em que aprendíamos a andar de bicicleta. Meu pai trabalhou para um senhor que não tinha dinheiro para pagá-lo e lhe ofereceu, pelo serviço realizado, duas depenadas bicicletas azuis. Eu e o meu irmão, Márcio, ficamos felizes. Mas, como aprender a andar de bicicleta montado em algo, como diria Platão, desprovido das reais qualidades de uma verdadeira bicicleta? Nossa sorte é que tínhamos um excelente irmão mais velho, o “João”, que dava um jeito para tudo. Certo dia, João cismou de nos ensinar a andar de bicicleta; para ele, este ato significava ter equilíbrio na vida, era superar o segundo desafio humano, pois, o primeiro, foi suplantado na infância, pela persistência de nossos pais e irmãos, que nos treinaram para substituir o ato de gatinhar para que andássemos firmemente com os próprios pés; a...