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Andar de bicicleta: um princípio ético!

Que momento bizarro estamos vivendo. Na nossa mera opinião que, segundo a Filosofia, não tem valor de conhecimento nem de verdade, tudo se vincula à infância, sobretudo naquela áurea época em que aprendíamos a andar de bicicleta. Meu pai trabalhou para um senhor que não tinha dinheiro para pagá-lo e lhe ofereceu, pelo serviço realizado, duas depenadas bicicletas azuis. Eu e o meu irmão, Márcio, ficamos felizes. Mas, como aprender a andar de bicicleta montado em algo, como diria Platão, desprovido das reais qualidades de uma verdadeira bicicleta? Nossa sorte é que tínhamos um excelente irmão mais velho, o “João”, que dava um jeito para tudo. Certo dia, João cismou de nos ensinar a andar de bicicleta; para ele, este ato significava ter equilíbrio na vida, era superar o segundo desafio humano, pois, o primeiro, foi suplantado na infância, pela persistência de nossos pais e irmãos, que nos treinaram para substituir o ato de gatinhar para que andássemos firmemente com os próprios pés; a...

Festa "Ligado na Inclusão": 20 de outubro de 2019

Inclusão, segundo os dicionários eletrônicos disponíveis na Web, é o “ato de incluir e acrescentar”. Em outras palavras, é uma interação que tende a adicionar coisas ou pessoas aos respectivos grupos e/ou núcleos que, antes, em decorrência da segregação, não faziam parte. Por conseguinte, nas relações interpessoais, pressupõe que a inclusã o se torne “um ato de igualdade entre os diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade”. Desta forma, o ato de incluir visa, sobretudo, integrar os indivíduos para que tenham as condições plenas para participar de todos os atos da vida coletiva, “sem sofrer qualquer tipo de discriminação e preconceito” (SIGNIFICADOS, 2011-2019). Deixando de lado a formalidade conceitual, para uma adolescente assistida pelo Projeto Ligado, do Governo do Estado de São Paulo, presente na Festa “Ligado na Inclusão”, ocorrida no último Domingo, dia 20 de outubro, assim expressou: “Quando pessoas sem deficiência chamam a gente para uma fest...

Em tempos de eleições, a ressurreição da importância da palavra

Havia vida na palavra quando se podia ensinar; havia vida nas palavras quando as cordas vocais melodiavam uma cantiga para os atos de escrever e de falar. Havia existência na comunicação quando autor e leitor dialogavam, numa comum relação, mediatizada pelo texto, buscando, através deste, a compreensão do tema, a identificação do problema, a justificação para a defesa daquela tese, assentada na coerente argumentação.  Sendo assim, de um texto brotava, primeiramente, a reflexão individual, e, por conseguinte, a discussão coletiva. Havia vida na palavra quando alguém falava e o outro se sujeitava a escutar; ainda que discordasse daquelas presunçosas premissas, a refinada paciência e a cordial educação o impeliam a ouvir e a tolerar. E, desta forma, todos se contagiavam, e por onde a palavra excursionava, a vida surgia; graças a ela, havia vida na família; havia vida nas escolas, nas igrejas, na sociedade civil. Das escolas peripatéticas às escolas retóricas medievais, seja...

Bodas de diamante: Arcida e Arcebiades

Em nome de meus irmãos, recebi a incumbência de resumir a história de amor de nossos pais, Arcida e Arcebíades, mais conhecidos como Cida e Bia. Nascidos em Monte Azul/MG, filhos de agricultores, desde crianças experimentaram sofrimento, pobreza e medo. Sob o intenso sol do Riacho Seco, mãe, filha de Altina e de José Moreira, convivia com os demais irmãos e irmãs. Nosso pai, do Barreiro, filho de Felisberto e de Romana, com tenra idade teve que enfrentar a enxada para o plantio de algodão, feijão andu e melancia, além da criação de gado e a domação de animais redomões. Mãe com 15 anos e pai com quase 23 se uniram em matrimônio no dia 17 de junho de 1958, na Paróquia Nossa Senhora da Graça. Após deixarem o convívio dos progenitores, foram habitar, primeiramente, em uma caserna, e depois, passaram a morar em uma casinha que os dois construíram no Barreiro. Após contínuas perdas agrícolas e pecuárias, por causa da tórrida seca que assolava o pasto e o bicudo que atacava o algodão, alé...

Como realizar um TG (Trabalho de Graduação) de sucesso? pelo Prof. Benê França

Visite nosso Canal de Filosofia no YouTube:  https://www.youtube.com/beneditolucianoantunesdefrança Plataforma Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4794252A5 COMO REALIZAR UM TRABALHO DE GRADUAÇÃO (TG) DE SUCESSO? Benedito Luciano Antunes de França http://lattes.cnpq.br/0434923849368793 Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS) FATEC Bragança Paulista – “Jornalista Omair Fagundes de Oliveira”  Abono Pecuniário realizado entre 21 e 30 de janeiro de 2015 Bragança Paulista/SP, Brasil INTRODUÇÃO Para a efetivação de um Trabalho de Graduação (TG) exitoso, algumas etapas devem ser percorridas pelos estudantes concluintes de um dos Cursos de Tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”, doravante denominado de CEETEPS ou Centro Paula Souza: Etapa 1 – O que se pode fazer como TG? Etapa 2 – Quais materiais podem ser usados em um TG? Etapa 3 – Quem poderá ser orien...