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27 de junho de 2015 - 27 de junho de 2020: 5 anos sem Maria Lígia Stupelli Amaral, um exemplo de caridade!

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  Há cinco anos atrás, o Senhor Nosso Deus recolhia para o seu reino de Glória, Maria Lígia Stupelli Amaral, minha ex-madrinha de batismo da Igreja Católica Apostólica Romana.  Casada com Osvaldo Pereira do Amaral, mãe de Czar, Vadinho, Zezinho e Bel, foi a mulher que me ensinou a Amar a Deus sobre todas as coisas, a amar o necessitado e a pôr o conhecimento, as posses e a fé, a serviço dos mais carentes.  Diante da pergunta, típica de um mundo marcado pela apropriação e pelo egoísmo econômico, em que cada um(a) apenas medita no seu próprio futuro financeiro, pensando apenas nas finanças de seus descendentes, dos membros de sua prole, ela nos ensinou que, primeiro, deve servir aos mais pobres, por meio da caridade, expressão pura do Amor a Deus, sem querer, nem desejar nada, absolutamente nada, em troca.  Para muitos isso pode soar como algo impossível, mas, Deus me deu o prazer, desde o dia 3 de março de 1974, ocasião de meu batismo católico, na Igreja do Jd. Botafo...

Aristóteles, o Estagirita: a experiência!

Para Aristóteles (384-322 a.C.), “nihil est in intellectu quod non fuerit primum in sensu”, ou seja, tudo o que há em nosso intelecto provém dos sentidos. Embora fosse aluno de Platão e respeitasse as ideias de Sócrates, o estagirita – alcunha histórica por ter nascido em Estagira, na Macedônia -, autor de diversas obras sobre Lógica, Física, Filosofia, Metafísica, Política, Botânica, Zoologia, etc., compreendia a realidade como derivante das experiências sensitivas humanas. Segundo ele, nós nascemos como uma tabula rasa , uma folha em branco; na medida em que pela visão, tato, paladar, olfato, audição, vamo-nos conhecendo e/ou assimilando os objetos e as coisas que nos circundam, passamos a compreender cada coisa em sua insubstituível realidade material; as experiências, portanto, são as bases fundamentais do conhecimento humano. Enquanto Platão defendia a preexistência da alma, do Ser e do mundo das ideias, Aristóteles conceberá o conhecimento como oriundo de um constante aprendiza...

Platão (Aristocles): "O mundo das ideias"!

“Eidos”, “Idea”, expressões para designar visão, ideia, uma representação mental da coisa abstrata ou concreta, uma abstração acerca da realidade ou sobre componentes dela. O mais brilhante aluno do filósofo Sócrates concebe a realidade através da ideia, princípio basilar de seu pensamento.  Segundo Aristocles (428-348 a. C), universalmente conhecido como Platão - devido ao seu aspecto robusto -, as ideias são formas, modelos perfeitos ou paradigmas, eternos e imutáveis, que transcendem a realidade material e que visam fundamentar a compreensão do real. Enquanto a corrente filosófica materialista recorre aos sentidos humanos e a experiência prática para captar o real, Platão concebe o mundo sensível como derivante das ideias; tudo aquilo que existe e que se vê seria um simulacro da verdadeira realidade, a “essência”, aquilo que faz algo ser o que é, do ser, termo que ele empresta de Parmênides. Há diversas vertentes de pensamento que vão redefinir as obras escritas por Platão com...

Maria Lígia Stupelli Amaral: uma mulher de Deus, expressão da pura caridade: homenagem póstuma!

  Nascida no dia 17 de novembro de 1947, na cidade de Campinas/SP, morou por toda a vida na região central de Sumaré/SP. Filha de José Stupelli e de Isabel dos Reis Stupelli, Maria Lígia era filha única; no dia 30 de junho de 1962 se casa com Osvaldo Pereira do Amaral, com quem tem quatro filhos: Czar Pereira do Amaral, Osvaldo Pereira do Amaral Filho, José Eduardo Pereira do Amaral e Isabel Cristina dos Reis Amaral. Desde adolescente exercia atividades beneficentes; após o casamento auxiliava permanentemente a obra dos Vicentinos, ação benemérita católica, com a intenção de mitigar o sofrimento dos mais pobres de nosso município. Na década de 70, visionária e empreendedora, ela implantou uma empresa têxtil na cidade, “Têxtil Dória Ltda.”, na Rua Antônio do Valle Mello, no centro de Sumaré, estabelecimento comercial e industrial que a permitiu empregar grande quantidade de jovens e de pais e mães chefes de família. Sua vida foi marcada pela simplicidade e religiosidade; filantrópic...

Heráclito e Parmênides

Na Escola Estadual Profa. Maria Ivone Martins Rosa, onde lecionei “Filosofia”, e no curso de Bioquímica, na Escola Técnica Estadual Conselheiro Antonio Prado (Etecap), onde administrei aulas de “Ética e Cidadania”, sempre era motivo de algazarras quando se mencionava os pensadores Parmênides e Heráclito. De fato, são nomes tipicamente gregos, que provocariam chacotas e rostos sisudos nos oficiais de Cartório de Registro Civil se algum pai ou mãe, em estado psíquico alterado, quisesse homenagear sua prole com um dos esdrúxulos nomes. Chacotas à parte, o certo é que não teríamos a Filosofia sem esses dois senhores; eles são como o trigo, o ovo, a água e o fermento nas mãos do padeiro. Heráclito (576-480) é de Éfeso, colônia Jônia do século VI antes de Cristo; Parmênides (540-450), de Eleia, região próxima ao Mar Tirreno. Os historiadores da Filosofia têm o hábito de dividir o pensamento filosófico em diversas correntes, sendo assim, tanto o expoente da Escola Jônica (ou Iônica) qua...

Sócrates: Nada sei!

“Só sei que nada sei” é o lema filosófico atribuído ao grande pensador ateniense Sócrates, o pai da Filosofia. Segundo a historiografia, há dúvidas sobre a real existência dele. Alguns dizem que ele teria sido apenas um mero personagem dos diálogos de Platão; para outros, as obras de Xenofontes, Aristófanes e as do criador da “Academia” corroboram a sua existência histórica. Os biógrafos de Sócrates afirmam que, certo dia, Querefonte teria ido à Delfos, onde havia um templo dedicado ao deus Apolo, e ao consultar o oráculo – o mediador entre o visitante e a Pítia, sacerdotisa do templo -, acerca do homem mais sábio do mundo, ela teria dito que seria Sócrates. Ao tomar ciência que excedia a todos os demais homens em sabedoria, Sócrates, humildemente, rejeitou a proposição e, com mais de 65 anos de idade, começou a interpelar todos aqueles que julgava verdadeiramente sábios, a fim de refutar a profecia da Pítia. Este era o seu projeto pedagógico-filosófico. Quanto mais Sócrates ques...

Tomás de Aquino: Deus existe!

A existência de Deus é uma verdade da razão e da fé, para o italiano Tomás de Aquino (1227-1274), o “doutor Angélico” da Igreja Católica, grande expoente da Escolástica, corrente filosófico-doutrinária proeminente dos séculos XII-XIV, fundamentada, sobretudo, em Aristóteles e nas exegeses bíblicas. São Tomás de Aquino exclui que a existência divina seja apreendida por “intuição direta”, porquanto, nesse caso, não haveria a necessidade de prová-la; também não admite que se possa concebê-la “a priori”, partindo da “ideia de Deus”, como argumentava alguns pensadores cristãos pela “prova ontológica”, pois, segundo Tomás, da ordem da ideia não se pode passar à ordem da realidade. Deus, para ele, demonstra-se “a posteriori”: parte-se, antes, daquilo que nós conhecemos e sabemos, além das coisas sensíveis, assimiladas pelos sentidos humanos. Daí a necessidade de buscar provas racionais para a existência de Deus; Tomás de Aquino nos propõe cinco: 1ª) Tudo o que se move é movido por outrem....